Cançãozinha II
ó, bem-amadinha,
eu pego o teu nome
denso como só o
que sedimentasse
ao longo de um ano
eu pego o teu nome
delicadamente
cheio do pavor
de rachá-lo ou mesmo
de até estilhaçá-lo
e corto, com ele,
minha face toda
componho desenhos
nervosos, rupestres
escorrendo informes
eu per-corro os riscos
e dos riscos correm
os rios escarlates
escaldantes
o tridente, as lavas.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O exercício cantor I
Cançãozinha I
ó, minha
tontinha de passarinho:
sois poeta, sois da lua,
voais nua - mas sem norte,
sois das sortes, das fortunas;
eu sou amigo das árvores
e das raízes profundas,
sou das ruínas, do arado,
sou dos sempres e dos nuncas,
das almas rústicas chãs
- sou tumba.
ó, minha
tontinha de passarinho:
sois poeta, sois da lua,
voais nua - mas sem norte,
sois das sortes, das fortunas;
eu sou amigo das árvores
e das raízes profundas,
sou das ruínas, do arado,
sou dos sempres e dos nuncas,
das almas rústicas chãs
- sou tumba.
O exercício escuro
Eu me prometi não passar mais Clarice. E olha eu aqui...
"Em outro apartamento uma senhora teve tal perversa ternura pela pequenez da mluher africana que - sendo tão melhor prevenir que remediar - jamais se deveria deixar Pequena Flor sozinha com a ternura da senhora. Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho."
(Clarice Lispector. trechinho de "A menor mulher do mundo" in Laços de família)
"Em outro apartamento uma senhora teve tal perversa ternura pela pequenez da mluher africana que - sendo tão melhor prevenir que remediar - jamais se deveria deixar Pequena Flor sozinha com a ternura da senhora. Quem sabe a que escuridão de amor pode chegar o carinho."
(Clarice Lispector. trechinho de "A menor mulher do mundo" in Laços de família)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O exercício elegíaco
1,1
CYNTHIA prima suis miserum me cepit
ocellis, contactum nullis ante cupidinibus.
dtum mihi constantis deiecit lumina fastus
et caput impositis pressit Amor pedibus
donec me docuit castas odisse puellas
improbus, et nullo uiuere consilio. et mihi
iam toto furor hic non deficit anno, cum
tamen aduersos cogor habere deos.
Milanion nullos fugiendo, Tulle, labores
saeuitiam durae contudit Iasidos. nam
modo Partheniis amens errabat in antris,
ibat et hirsutas ille uidere feras; ille etiam
Hylaei percussus uulnere rami saucius
Arcadiis rupibus ingemuit. ergo uelocem
potuit domuisse puellam: tantum in amore
preces et bene facta ualent.
in me tardus Amor non ullas cogitat artis,
nec meminit notas, ut prius, ire uias. at
uos, deductae quibus est fallacia lunae et
labor in magicis sacra piare focis, en
agedum dommae mentem conuertite
nostrae, et facite illa meo palleat ore
magis! tunc ego crediderim uobis et sidera
et amnis posse Cytaeines ducere
carminibus. et uos, qui sero lapsum
reuocatis, amici, quaerite non sani pectoris
auxilia. fortiter et ferrum saeuos patiemur
et ignis, sit modo libertas quae uelit ira
loqui. ferte per extremas gentis et ferte per
undas, qua non ulla meum femina norit
iter: uos remanete, quibus facili deus
annuit aure, sitis et in tuto semper amore
pares. in me nostra Venus noctes exercet
amaras,
et nullo uacuus tempore defit Amor. hoc,
moneo, uitate malum: sua quemque
moretur cura, neque assueto mutet amore
locum. quod si quis monitis tardas
aduerterit auris,
heu referet quanto uerba dolore mea!
Cíntia foi a primeira que me capturou, mísero , com seus olhos; eu nunca antes atingido por nenhum desejo. Então, o Amor arrebatou-me meu olhar de arrogância inabalável e, debaixo de seus pés, pressionou minha cabeça até que me ensinou a odiar castas meninas e, ímprobo, a viver sem prudência. E agora esta paixão não me abandona há um ano enquanto sou obrigado a ter adversos os deuses. Ó Tulo, Milanião, por não evitar nenhum trabalho, venceu a maldade da cruel Iáside, tresloucado errava nas grutas Partênias e, de novo, ia provocar as feras selvagens quando, atingido por golpe de clava de Hileu, ferido, gemeu nos rochedos da Arcádia; portanto pôde domar a veloz menina: tanto no amor valem preces e benefícios. Em mim, o tardo amor urde nenhuma astúcia e não se lembra de seguir, como antes, seus conhecidos caminhos.
Quanto a vós, que tendes o poder de enganar, fazendo a lua cair do céu e a quem é dever consagrar ritos em altares de magia, eia, mudai o coração de minha menina e fazei que ela empalideça mais do que meu rosto! Então eu acreditarei em vós, que podeis ouvir estrelas e rios com feitiços da citana. E vós, amigos, que tarde recordais minha queda, procurai auxílios para um coração enfermo e, valorosamente, suportarei o ferro e o fogo cruéis desde que tenha a liberdade de falar o que a minha ira quiser. Levai-me aos longínquos povos, levai-me através das ondas por onde nenhuma mulher conheça meu caminho: vós a quem o deus aprovou com propício ouvido, permanecei e sedes sempre, no amor seguro, companheiros. Nossa Vênus trama contra mim amaras noites, o Amor ocioso não me falta nunca. Meu mal, advirto, evitai: que própria preocupação aflija a cada um e que sua afeição não mude de lugar, tendo se acostumado ao Amor, mas, se alguém desse ouvidos surdos aos meus conselhos Ah! com quanta dor lembraria minhas palavras!
2,12
QVICVMQVE ille fuit, puerum qui pinxit
Amorem,
nonne putas miras hunc habuisse
manus? is primum vidit sine sensu vivere
amantis, et levibus curis magna perire
bona. idem non frustra ventosas addidit
alas, fecit et humano corde volare deum:
scilicet alterna quoniam iactamur in unda,
nostraque non ullis permanet aura locis.
et merito hamatis manus est armata
sagittis, et pharetra ex umero Cnosia
utroque iacet: ante ferit quoniam, tuti
quam cernimus hostem, nec quisquam ex
illo vulnere sanus abit. in me tela manent,
manet et puerilis imago: sed certe
pennas perdidit ille suas; evolat heu
nostro quoniam de pectore nusquam,
assiduusque meo sanguine bella gerit.
quid tibi iucundum est siccis habitare
medullis? si pudor est, alio traice tela
una! intactos isto satius temptare veneno:
non ego, sed tenuis vapulat umbra mea.
quam si perdideris, quis erit qui talia
cantet, (haec mea Musa levis gloria
magna tua est), qui caput et digitos et
lumina nigra puellae, et canat ut soleant
molliter ire pedes?
Quem quer que seja que pintou o Amor menino, não julgas que ele tivesse mãos admiráveis? Primeiro viu os amantes viver sem juízo e os grandes bens perecer sem cuidados. O mesmo não ao acaso adicionou asas ligeiras e fez o deus voar no coração humano: É evidente, porque somos lançados em ondas alternadas e nosso ar não se conserva em lugar algum e com razão suas mãos são armadas com setas aduncas e de seu ombro pende aljava de Gnossos: Porque feriu, antes que seguros discirnamos inimigo, ninguém se livra desta cicatriz. Em mim as setas permanecem, permanece a imagem pueril: mas, certamente, ele perdeu suas asas, porque, ah!, não voa de meu peito para lugar algum e assíduo em meu sangue gere guerras. Por que te é agradável habitar em um coração ressequido? Se existe a honra, lance em outro tuas setas! É melhor atingir pessoas sãs com este veneno: Não sou eu, mas minha tênue sombra está sendo açoitada. Tanto que se me perderes, quem será que irá cantar tais coisas, essa, minha Musa suave, é tua maior glória: Aquele que cante a cabeça, os dedos, os olhos negros de menina e como seus pés irão seguir suavemente?
(Propércio, do livro de elegias de Propércio - tradução de Paulo Martins)
CYNTHIA prima suis miserum me cepit
ocellis, contactum nullis ante cupidinibus.
dtum mihi constantis deiecit lumina fastus
et caput impositis pressit Amor pedibus
donec me docuit castas odisse puellas
improbus, et nullo uiuere consilio. et mihi
iam toto furor hic non deficit anno, cum
tamen aduersos cogor habere deos.
Milanion nullos fugiendo, Tulle, labores
saeuitiam durae contudit Iasidos. nam
modo Partheniis amens errabat in antris,
ibat et hirsutas ille uidere feras; ille etiam
Hylaei percussus uulnere rami saucius
Arcadiis rupibus ingemuit. ergo uelocem
potuit domuisse puellam: tantum in amore
preces et bene facta ualent.
in me tardus Amor non ullas cogitat artis,
nec meminit notas, ut prius, ire uias. at
uos, deductae quibus est fallacia lunae et
labor in magicis sacra piare focis, en
agedum dommae mentem conuertite
nostrae, et facite illa meo palleat ore
magis! tunc ego crediderim uobis et sidera
et amnis posse Cytaeines ducere
carminibus. et uos, qui sero lapsum
reuocatis, amici, quaerite non sani pectoris
auxilia. fortiter et ferrum saeuos patiemur
et ignis, sit modo libertas quae uelit ira
loqui. ferte per extremas gentis et ferte per
undas, qua non ulla meum femina norit
iter: uos remanete, quibus facili deus
annuit aure, sitis et in tuto semper amore
pares. in me nostra Venus noctes exercet
amaras,
et nullo uacuus tempore defit Amor. hoc,
moneo, uitate malum: sua quemque
moretur cura, neque assueto mutet amore
locum. quod si quis monitis tardas
aduerterit auris,
heu referet quanto uerba dolore mea!
Cíntia foi a primeira que me capturou, mísero , com seus olhos; eu nunca antes atingido por nenhum desejo. Então, o Amor arrebatou-me meu olhar de arrogância inabalável e, debaixo de seus pés, pressionou minha cabeça até que me ensinou a odiar castas meninas e, ímprobo, a viver sem prudência. E agora esta paixão não me abandona há um ano enquanto sou obrigado a ter adversos os deuses. Ó Tulo, Milanião, por não evitar nenhum trabalho, venceu a maldade da cruel Iáside, tresloucado errava nas grutas Partênias e, de novo, ia provocar as feras selvagens quando, atingido por golpe de clava de Hileu, ferido, gemeu nos rochedos da Arcádia; portanto pôde domar a veloz menina: tanto no amor valem preces e benefícios. Em mim, o tardo amor urde nenhuma astúcia e não se lembra de seguir, como antes, seus conhecidos caminhos.
Quanto a vós, que tendes o poder de enganar, fazendo a lua cair do céu e a quem é dever consagrar ritos em altares de magia, eia, mudai o coração de minha menina e fazei que ela empalideça mais do que meu rosto! Então eu acreditarei em vós, que podeis ouvir estrelas e rios com feitiços da citana. E vós, amigos, que tarde recordais minha queda, procurai auxílios para um coração enfermo e, valorosamente, suportarei o ferro e o fogo cruéis desde que tenha a liberdade de falar o que a minha ira quiser. Levai-me aos longínquos povos, levai-me através das ondas por onde nenhuma mulher conheça meu caminho: vós a quem o deus aprovou com propício ouvido, permanecei e sedes sempre, no amor seguro, companheiros. Nossa Vênus trama contra mim amaras noites, o Amor ocioso não me falta nunca. Meu mal, advirto, evitai: que própria preocupação aflija a cada um e que sua afeição não mude de lugar, tendo se acostumado ao Amor, mas, se alguém desse ouvidos surdos aos meus conselhos Ah! com quanta dor lembraria minhas palavras!
2,12
QVICVMQVE ille fuit, puerum qui pinxit
Amorem,
nonne putas miras hunc habuisse
manus? is primum vidit sine sensu vivere
amantis, et levibus curis magna perire
bona. idem non frustra ventosas addidit
alas, fecit et humano corde volare deum:
scilicet alterna quoniam iactamur in unda,
nostraque non ullis permanet aura locis.
et merito hamatis manus est armata
sagittis, et pharetra ex umero Cnosia
utroque iacet: ante ferit quoniam, tuti
quam cernimus hostem, nec quisquam ex
illo vulnere sanus abit. in me tela manent,
manet et puerilis imago: sed certe
pennas perdidit ille suas; evolat heu
nostro quoniam de pectore nusquam,
assiduusque meo sanguine bella gerit.
quid tibi iucundum est siccis habitare
medullis? si pudor est, alio traice tela
una! intactos isto satius temptare veneno:
non ego, sed tenuis vapulat umbra mea.
quam si perdideris, quis erit qui talia
cantet, (haec mea Musa levis gloria
magna tua est), qui caput et digitos et
lumina nigra puellae, et canat ut soleant
molliter ire pedes?
Quem quer que seja que pintou o Amor menino, não julgas que ele tivesse mãos admiráveis? Primeiro viu os amantes viver sem juízo e os grandes bens perecer sem cuidados. O mesmo não ao acaso adicionou asas ligeiras e fez o deus voar no coração humano: É evidente, porque somos lançados em ondas alternadas e nosso ar não se conserva em lugar algum e com razão suas mãos são armadas com setas aduncas e de seu ombro pende aljava de Gnossos: Porque feriu, antes que seguros discirnamos inimigo, ninguém se livra desta cicatriz. Em mim as setas permanecem, permanece a imagem pueril: mas, certamente, ele perdeu suas asas, porque, ah!, não voa de meu peito para lugar algum e assíduo em meu sangue gere guerras. Por que te é agradável habitar em um coração ressequido? Se existe a honra, lance em outro tuas setas! É melhor atingir pessoas sãs com este veneno: Não sou eu, mas minha tênue sombra está sendo açoitada. Tanto que se me perderes, quem será que irá cantar tais coisas, essa, minha Musa suave, é tua maior glória: Aquele que cante a cabeça, os dedos, os olhos negros de menina e como seus pés irão seguir suavemente?
(Propércio, do livro de elegias de Propércio - tradução de Paulo Martins)
sábado, 4 de outubro de 2008
Exercício religioso
CÂNTICO DOS CÂNTICOS
CANTO I
O que é de Salomão, o Cântico dos cânticos.
Que me beije dos beijos de sua boca,
Melhores que vinho são teus seios
Melhor que aromas todos
É o perfumteu teu de mirto,
Mirto a se exalar é teu nome,
E é por isso que as meninas te adoraram,
Te arrastaram,
E tal corremos nós atrás de ti,
Buscando o aroma do teu mirto.
Ao aposento seu o rei me conduziu,
E em ti nos vamos inspirar e divertir.
Teu seio mais que o vinho nós amamos,
Por ti se enamorou a perfeição.
Filhas de Jerusalém, negra sou eu e bela,
Como as tendas de Qdar, e como as alfaias
De rei Salomão.
Não me fiteis assim por eu estar
Enegrecida,
É que de frente contemplou-me o sol.
Brigaram comigo os filhos de minha mãe.
E as vinhas me puseram a guardar,
E minhas vinhas não guardei.
Fala-me, ó tu, a quem minha alma adora:
Onde apascentas o gado, e onde ao meio-dia tu repousas?
Não fique eu pervagando
Pelos campos dos amigos teus.
Se não te conheces a ti mesma, ó bela
Entre as mulheres,
à trilha dos rebanhos vai,
E ao pé das tendas pasorais,
Dá de comer então às tuas ovelhas.
Á égua minha, no carro do faraó,
Te vejo muito parecida, amada.
Por que as tuas maçãs do rosto são duas aves,
Por que têm brilhos as contas do teu colar?
Nós áureos simulacros vamos como adornos
Para ti fazer com madrepérolas de prata cravejada.
Só quando em seu divã
Se inclina o rei
É que meu nardo lhe oefereço a que respire.
Bálsamo de um frasco se escapando é
Meu amado,
E entre os seios meus
A sua morada ele vai ter.
Cachos de cipro
Para mim são meu amado
Entre as parreiras de Engadi.
Mira, querida, como és bela,
Bela, ó minha amada, tu és,
E teus olhos são pombas.
Olha, querido, irmão de mim, és belo
E tua sombra é teu agora,
Junto à cama, e bem na frente.
De cedro são as vigas do lar nosso,
E de cipreste as coberturas.
(Rei Salomão, in Bíblia Sagrada - tradução do grego de Antonio Medina)
CANTO I
O que é de Salomão, o Cântico dos cânticos.
Que me beije dos beijos de sua boca,
Melhores que vinho são teus seios
Melhor que aromas todos
É o perfumteu teu de mirto,
Mirto a se exalar é teu nome,
E é por isso que as meninas te adoraram,
Te arrastaram,
E tal corremos nós atrás de ti,
Buscando o aroma do teu mirto.
Ao aposento seu o rei me conduziu,
E em ti nos vamos inspirar e divertir.
Teu seio mais que o vinho nós amamos,
Por ti se enamorou a perfeição.
Filhas de Jerusalém, negra sou eu e bela,
Como as tendas de Qdar, e como as alfaias
De rei Salomão.
Não me fiteis assim por eu estar
Enegrecida,
É que de frente contemplou-me o sol.
Brigaram comigo os filhos de minha mãe.
E as vinhas me puseram a guardar,
E minhas vinhas não guardei.
Fala-me, ó tu, a quem minha alma adora:
Onde apascentas o gado, e onde ao meio-dia tu repousas?
Não fique eu pervagando
Pelos campos dos amigos teus.
Se não te conheces a ti mesma, ó bela
Entre as mulheres,
à trilha dos rebanhos vai,
E ao pé das tendas pasorais,
Dá de comer então às tuas ovelhas.
Á égua minha, no carro do faraó,
Te vejo muito parecida, amada.
Por que as tuas maçãs do rosto são duas aves,
Por que têm brilhos as contas do teu colar?
Nós áureos simulacros vamos como adornos
Para ti fazer com madrepérolas de prata cravejada.
Só quando em seu divã
Se inclina o rei
É que meu nardo lhe oefereço a que respire.
Bálsamo de um frasco se escapando é
Meu amado,
E entre os seios meus
A sua morada ele vai ter.
Cachos de cipro
Para mim são meu amado
Entre as parreiras de Engadi.
Mira, querida, como és bela,
Bela, ó minha amada, tu és,
E teus olhos são pombas.
Olha, querido, irmão de mim, és belo
E tua sombra é teu agora,
Junto à cama, e bem na frente.
De cedro são as vigas do lar nosso,
E de cipreste as coberturas.
(Rei Salomão, in Bíblia Sagrada - tradução do grego de Antonio Medina)
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