Seu nome começa com "sim". Mas que ninguém se iluda: sua positividade inicial e seu tom afirmativo podem, pelas graças dos Céus e da Terra, se tensionar com a quinta menor no próximo compasso.
Tem as mãos mais lindas do mundo. Com elas, toca Villa-Lobos e também rock mela cueca, tipo Angra. Mas nem parece mela cueca, se ela toca. Porque as mãos dela, isso já é meio segredo, hein, inventam teclas que não existem nos teclados comuns. Oras bolas! Se não fosse assim, ninguém ficaria tão iluminado depois de ouvir ela tocando. Aliás, isso é um perigo danado... Com as mãos, ainda, ela lê cartas de tarot e mapas astrais. Me demorando nas mãos: elas também guardam em si o melhor cafuné e, se acompanhadas por outras mãos, são melhores que bengala branca ou varinha de condão de Santa Luzia.
Seus pezinhos, cheios de graça, parece mais é que flutuam por essas terras. Não se ouve seus passos, só se pressente. E ela caminha sempre de mansinho. Já adivinhou (mesmo em São Paulo) que a pressa não leva a lugar nenhum.
É pequenina, mas eu nunca vi ninguém maior. Se prolonga por todos os tempos e, igualmente, por todos os espaços.
Sabe muitas coisas. Das que importam, sabe todas - sabe tudo. Também nunca vi mulher tão mais inteligente. Por exemplo, se manifestado o apreço intuitivo pela letra X, ela já sabe que X é o desenho da Runa, que significa o presente e que contrai relações com “O enforcado”.
Tem lábios sensuais. Olhos-mel do melhor. Olhos em labareda. Tem uma pinta na parte superior da bochecha direita, que é um charme...
É gostosa. Tem o sol e tem a lua, Tem o medo e tem a rosa, Eu digo que ela é gostosa. Tem a noite e tem o dia, A poesia e tem a prosa, Eu digo que ela é gostosa. Tem a morte e tem o amor, E tem o mote e tem a glosa, Eu digo que ela é gostosa. Desfazendo a disjunção caduca e, a um só tempo, imatura, da “mãe” e da “prostituta”, da mulher pra casar e da mulher pra trepar, ela é inteira deliciosa. E, de novo, seu corpo, que podia parecer mirradinho, se agiganta no maior inconcebível.
No café da manhã, come lasanha. No almoço, come o que é possível um vegetariano comer. De noite, ela dorme.
Escreve, compõe e, agora, desenha.
Quer ser cabeleireira e pianista (de profissão), e fazer dança. É professora e pianista (de cheia mão).
Quer morar no campo. E há de.
Gosta, mais que tudo, de cães. Mas também sente imenso afeto pelo resto da natureza toda. Me incitou a paixão pelas árvores.
Sabe falar “pepino” em italiano e “morder”, em sânscrito. Sabe calar também.
É todas as musas juntas num só ser, incluindo a do Lenine, só precisa existir pra me completar, é segredo, é sagrada, é cada estrela no céu, cada flor no campo e cada letra no papel, é lua lua lua lua, Sol palavra danca lua, pluma tela pétala, meu bem, meu zen, meu mal etc etc... É tudo e é só por ela (não por bhakti-yoga, por flagelações ou por orações) que o mundo se dá ver na sua mais fina realidade.
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